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O Festival de Jazz de Luanda está de volta, melhor do que nunca…


Em 2009, os organizadores da primeira edição do Luanda International Jazz Festival prometeram promover um encontro de músicos com forte componente rítmica africana, onde pudessem partilhar a sua música e as suas experiências. Após o anúncio dos primeiros oito artistas que actuarão em 3 noites em dois palcos diferentes  no Cine Atlântico em Luanda, é  evidente que os organizadores do evento estão a cumprir  a sua promessa.

Os 8 músicos que vêm de Cuba, Estados Unidos da América, Moçambique, Angola, Cabo Verde e África do Sul, subirão ao palco do Cine Atlântico de sexta 30 de Julho a domingo 01 de Agosto de 2010. “Angola esteve no centro do comércio de escravos, nós como organizadores do festival, temos consciência de como a nossa música chegou a todo o mundo. O Luanda International Jazz Festival promove o regresso de todos os nossos ritmos à casa ” diz Ritek’s CEO António Cristóvão, o mentor e patrono do festival.

Os cabeças de cartaz deste ano, são o Pianista Cubano Chucho Valdés e a cantora Americana Dianne Reeves. Valdês é um decano do piano Cubano com 83 álbuns gravados e vencedor de sete Grammys. Foi também quem fundou a banda Cubana Irakere, tendo seguido as pegadas do seu pai, Bebo Valdês, também ele pianista. O pianista de 68 anos estará em Angola com um dos seus muito grupos Chucho Valdés and The Afro-Cuban Messengers; com a sua irmã e vocalista Mayra Caridad Valdés, o baixista Lázaro Rivero Alarcón, o baterista Juan Carlos Rojas Castro, o percussionista Yaroldy Abreu Robles, o tocador de bata Dreiser Durruthy Bambolé, o saxofonista Carlos Manuel Miyares Hernandez e o trompetista Reinaldo Melián Álvarez. O estilo musical da banda inspirado na rumba, será certamente do agrado de todos. 

Dianne Reeves, considerada a vocalista de jazz feminino do mundo de hoje, vem a Angola no topo da sua carreira artística consolidada de sucessos. Nascida em Detroit Michigan é a única cantora feminina a ser nomeada quatro vezes para a Melhor Performance de Jazz em quatro álbuns diferentes tendo ganho um Grammy Awards nesta categoria com o albúm In The Moment-Live In Concert, 2001. A artista, dona de uma voz poderosa consegue sussurrar uma balada, ao mesmo tempo que a sua voz atinge notas altíssimas. Reeves não canta só jazz, as raízes no blues e gospel são também muito profundas, tendo também experienciado com Caldera, uma banda latina liderada por Eduardo del Barrio outro tipo de sonoridades. No início de sua carreira, ela trabalhou com músicos como Sergio Mendes e Harry Belafonte. Na sua última visita à África do Sul em 2009, Reeves deslumbrou com uma canção improvisada dedicada a Nelson Mandela e Barack Obama.

A Dividir o palco com estes grandes músicos,  estão o guitarrista / vocalista Waldemar Bastos e o músico Filipe Mukenga, ambos de Angola.  Embora Bastos tenha decidido deixar o seu país no início dos anos 1980 para viver no Brasil e na Europa, tem, através da sua música, sido um grande embaixador de Angola na divulgação da cultura angolana. O seu estilo funde música popular angolana, como semba com sons de outros países de expressão portuguesa, como o samba brasileiro e os ritmos do Congo. Na Europa, ele ligou-se a músicos de outras ex-colónias Portuguesas e desenvolveu um estilo híbrido com a música Lusófona. Sempre que dá um concerto no seu país, Bastos não só enche estádios, como esgota todos os espectáculos. Da mesma forma, Mukenga é um dos cantores mais populares em Angola. Este compositor conhecido pela sua grande sensibilidade musical escreveu a mais popular das canções angolanas “Humbi Hummbi”. Esteve também envolvido na escrita de canções sobre a paz de Angola na década de 1990. Recentemente e mais concretamente em Janeiro deste ano, Mukenga, compôs para Campeonato Africano de Futebol o hino oficial do torneio: "País do Futuro".

Para dar ao festival um forte sabor lusófono, estão presentes duas bandas: Lura, uma cantora Cabo-Verdiana e um quarteto de Moçambique conhecido como 340ml.

Lura nasceu em Lisboa em 1975, filha de pais cabo-verdianos oriundos das ilhas de Santiago e Santo Antão, é uma divulgadora activa e empenhada da música e da cultura da sua terra natal. A sua voz forte e quente conquistou fãs de todas as partes do mundo. Desde que lançou o álbum Nha Vida em 1996, Lura cresceu como cantora e artista. Em 2006 foi nomeada para melhor artista africana e artista revelação na 5ª edição da BBC Radio 3 Awards for Word Music em França. Nos últimos anos Lura viajou pelo mundo maravilhando o público em diversos Festivais: Montreal Jazz Festival, Festival de Marseille and Garden Nights Festival em Merano, em Itália. Para além de lançar 4 CDs trabalhou com músicos Angolanos como Bonga e Paulo Flores, e colaborou com colegas Cabo-verdianos como Tito Paris e Paulinho Vieira. O seu mais recente trabalho Eclipse entrou no Sunday Times Top 10 na categoria de Word Music em 2009.

Embora radicados na África do Sul, 340ml mantém as raízes musicais da terra onde cresceram: Moçambique.Descrevem a sua música como “Southern African contemporary sounds”. Os 4 elementos da banda trabalharam arduamente para fundir o Dub, o Reggae, o Rock e a Marrabenta e criar uma sonoridade completamente diferente.

A parte mais popular do Festival fica a cargo dos Freshlyground a banda que está na ribalta um pouco por todo o mundo. Freshlyground é uma banda que incorpora elementos da música tradicional do Sul de África, como kwela Africano e folk, blues e jazz, bem como características de indie rock.São a primeira Banda Sul-Africana a receber um MTV Europe music award para best African act. Chegam a Luanda com um CD recém-lancado e com a sua mistura de kwela Afro-beat, folk, funk, rock and soul. Os Freshlyground, vão estar presentes na abertura do Mundial de Futebol da  FIFA em Junho, onde vão dividir o palco com Shakira.

Jonas Gwangwa será outro convidado Sul Africano no "Luanda International Jazz Festival". A sua presença em Angola é um regresso a casa. Gwangwa, que é o único artista Africano a ter sido nomeado duas vezes para um Oscar, viveu durante algum tempo em Angola na década de 1980, quando fugiu de seu país natal e veio para o exílio."Estou muito apaixonado pela nossa música de dança tradicional. Eu sei que quando éramos jovens, nós também ouvíamos música americana… Mas uma coisa que não fizemos quando estávamos no exílio foi viver as raízes da nossa própria música ", diz o trombonista de 72 anos, que é um dos fundadores do departamento cultural do ANC e que liderou a organização Amandla Cultural Ensamble em 10 anos de tournée mundial. Gwangwa foi o maestro da gravação de 1965 Evening with Belafonte & Makeba que ganharia um Grammy no ano seguinte, o primeiro de um artista Africano. O trabalho com George Fenton no filme de Richard Attenborough's Cry Freedom rendeu-lhe duas nomeações aos Óscares de melhor canção original

O porta-voz da Unitel, como Patrocinador de Ouro diz sobre o festival: “É com grande prazer que a Unitel irá patrocinar a 2ª edição do prestigiado Luanda Internacional Jazz Festival, uma vez que reconhecemos o papel da música no geral e do Jazz em particular para o desenvolvimento cultural e intelectual de uma sociedade.”Sendo a Unitel uma empresa que promove a cultura e o desenvolvimento social de todos, consideramos esta iniciativa muito nobre e vimos desta forma felicitar a organização do evento por organizar tão prestigiado certame.

Apesar de ainda não terem sido anunciados os outros  12 dos artistas que estarão presentes no festival não há margem para dúvida de que o Festival Internacional de Jazz de Luanda está a posicionar-se rapidamente como um importante evento no calendário mundial do jazz, graças à parceria entre a Ritek e a EspAfrika conhecida pela organização doprestigiado "Cape Town International Jazz Festival".

Para a segunda edição estão confirmados como patrocinadores de Ouro a Unitel, como Patrocidores de Prata a Internet Technologies Angola e a TPA como a Televisão Oficial do certame.

 

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